CONTE SEU TOMBO

admin | Sem Categoria | Segunda, 26 de Outubro de 2009

Salve galera!!!!

este espaço é para vc contar seu pior capote, afinal todo mundo cai um dia na trilha e quem ainda não caiu prepare-se, seu dia pode estar chegando….

Vou contar como dei sorte num “belo dia de chuva” na trilha….

fomos trilhar em Embu das Artes no sábado. Trilha muito legal, puxada pelo nosso amigo Sérgio, que está de parabéns, pois além das trilhas serem muito legais, foi muito prestativo.

Bom, choveu desde a hora em que a gente saiu, todo mundo enchardo, com frio, mas se divertindo.

No final comecei a “enrolar o cabo”, era uma estradinha cheia de lama, ao lado da linha do trem, um retão infinito que dava p/ andar rápido, acho que com lama e tudo chegava a uns 80 por hora. Bem, o frio começou a pegar.

A fome também era grande, pois já eram umas 3 da tarde e ninguém tinha comido nada.

Na saída do último túnel, eu vinha acelerando forte e a surpresa: a trilha simplesmente acabava, tinha que cruzar os trilhos p/ continuar do outro lado.

Foi tudo muito rápido e eu não vi outra alternativa, a não ser tentar cruzar a linha, pois achei que se fosse em frente iria me arrebentar.
Todo mundo sabe que é preciso entrar perpendicular aos trilhos, mas na velocidade que eu vinha, não deu p/ parar, e tive que entrar da diagonal mesmo, apesar de saber que tinha tudo p/ não dar certo…..Ainda empinei a frente, para o pneu diant. não pegar nos trilhos, ela até subiu, mas como estava tudo molhado, o pneu traseiro escorregou no trilho, e aí foi chão certo….fui arremessado sobre aquelas “pequenas” pedras de linha de trem, na qual eu “surfei” de peito por uns 3 ou 4 metros.
- Os danos pessoais: Instintivamente me protegi com as mãos, com isso o impacto nelas foi muito forte, o que associado ao tremendo frio (mão gelada), gerou uma dor enorme. Alguns dedos da mão esquerda viraram para trás e para os lados. Terminado o tombo, a palma doía muito pelo impacto e eu não sentia os dedos, só podia ver que um deles estava torto para o lado. Achei que seria melhor não tirar a luva, pois não sabia o que iria encontrar e poderia ficar mais preocupado. Acho que com o impacto, fiquei meio atordoado, levantei, mas logo sentei de novo, ficava andando de um lado p/ outro, só sei que eu queria ir embora dali. Fui na garupa da Tornado do Bira, que (graças a Deus), tinha pedaleira de garupa, pois as mãos não podiam segurar em nada. O pronto-socorro ficava a uns 10 Km dali. Por sorte, chegamos a beira da rodovia (Régis) e um taxista nos orientou a ir até a praça de pedágio, que ficava a uns 400m dali.
Lá havia uma unidade de socorro com ambulância UTI. Vai ter sorte assim não sei aonde: o médico que estava lá era Ortopedista. Ao tirar a luva, realmente o dedo médio (aquele do “fuck you”) estava totalmente torto para o lado. Um osso havia subido por cima do outro e o dedo ficou “gigante”. Ao ver aquilo, me preocupei, pois já imaginei que precisaria de cirurgia, como iria trabalhar, coisa e tal. Mas o médico, mas que de-repente, puxou o dedo p/ frente e depois para o lado. Só escutei aquele “croc” e juro que vi estrelas de tanta dor. Mas o cara era bom: olhei para o dedo e estava no lugar, retinho, quase não acreditei. A partir daí já fiquei bem mais tranquilo.
Bom, o saldo agora são 2 dedos com as articulações roxas e meio “gordos” (sorte que não sou proctologista, senão ninguém iria fazer exame comigo- hehehehe). A palma da mão, o ombro e o braço também estão roxos do impacto do colete, fora isso somente escoriações leves.

- Os danos materiais: a Camisa Shift deu PT, abriu um rombo na frente e furou tudo atrás. O colete fez uma trinca e ralou bem nas pedras. O capacete ficou com a biqueira e a lente raladas das pedras também. A luva Shift é extremamente resistente, apesar do impacto e do forte atrito com as pedras, o couro ficou ileso.

- Dos equipamentos de proteção: nessas horas a gente vê a importância deles. No meu caso, cada um desempenhou bem a sua função. Alguns se destruíram para me proteger, o que é normal. Imagine o rombo na camisa se fosse na pele….além disso, o colete abaixo dela, foi o que segurou o forte atrito com as pedras. O trincado no colete e o roxo no braço e ombro também causados pelo colete, indicam o quanto ele protegeu do impacto, poderia ter sido uma costela quebrada.
O ralado na biqueira do capacete nem se fala: eu me lembro de ver as pedras passando rente ao rosto, isso acho que iria doer no queixo….

- Agradecimento: a todos os amigos a quem dei trabalho, que me levaram até o socorro, trouxeram minha moto, carregaram na caminhonete, e levaram a mesma até onde eu estava. Enfim, dei trabalho p/ todo mundo, mas se não fosse a ajuda de vocês, estaria perdido. Por isso, meu muito obrigado a todos.

AGORA CONTE TAMBÉM A SUA HISTÓRIA NUM DIA DE AZAR OU DE MUITA SORTE !!

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