Preparação Geral para botar a moto na trilha

admin | Sem Categoria | Sexta, 25 de Abril de 2008

Pessoal,

veja em Dicas Dos Trilheiros como preparar sua moto para a trilha !

Clique aqui!

HISTÓRIA DAS MOTOS NACIONAIS

admin | Sem Categoria | Sexta, 25 de Abril de 2008

AMAZONAS : UM DINOSSAURO SOBRE DUAS RODAS

A exuberância nas formas e nas medidas marcou a
Amazonas, moto nacional com motor Volkswagen 1600

Texto: Texto: Fabrício Samahá
AMAZONAS 1 - AMAZONAS 1

Quem nunca ouviu falar da Amazonas?
Apesar de presença rara nas ruas e estradas, a moto brasileira com mecânica Volkswagen refrigerada a ar ficou mundialmente famosa, por essa peculiaridade e por sua exuberância de dimensões e peso.

Sua origem é atribuída à Motovolks, criação dos mecânicos Luiz Antônio Gomi e José Carlos Biston no início da década de 70. Gomi e Biston instalaram um motor VW 1500 “a ar” e o câmbio de quatro marchas de automóvel em uma enorme motocicleta de 330 kg, com quadro que misturava partes de uma Harley-Davidson, de uma Indian e a parte inferior de fabricação artesanal.
Como se espera, houve dificuldades: foi preciso aliviar o volante do motor, para conter a tendência da moto de inclinar ao ser acelerada, e instalar uma alavanca específica para a marcha à ré, evitando confusão com as demais marchas, comandadas pelo pé esquerdo. Duas molas auxiliares reforçavam a suspensão traseira e dois amortecedores (de direção do Fusca) estavam ao lado dos tubos do garfo. Os mecânicos teriam construído quatro unidades da Motovolks, cujo paradeiro não se conhece, mas a idéia teria uma longa sobrevida.
amazonas 2 - amazonas 2
Com o fechamento das importações de veículos, em 1976, surgia uma nova demanda por automóveis e motos especiais que pudessem suprir a ausência dos estrangeiros. Do interesse do grupo paulista Ferreira Rodrigues pelo projeto dos mecânicos Gomi e Biston nascia, em 1978, a Amazonas, com seu apropriado nome que homenageia o maior estado brasileiro e a maior bacia fluvial do mundo.
A empresa, Amazonas Motocicletas Especiais Ltda. ou AME, era fundada em 15 de agosto de 1978 no bairro da Penha, na capital paulista. No mês seguinte já chegavam ao mercado as versões Turismo Luxo, Esporte Luxo e Militar Luxo da Amazonas, com seu estilo desajeitado mas imponente. Com 2,32 metros de comprimento, 1,67 m entre eixos e mais de 380 kg, era muito maior e mais pesada que qualquer moto nacional — e uma das mais avantajadas do mundo.
Suas linhas lembravam as das Harley-Davidsons 1200 da época. Tinha um grande tanque (24 litros), carenagens laterais atrás do motor, um largo banco, farol retangular e itens cromados em profusão. Dois porta-objetos ladeavam o pára-lama traseiro, sendo protegidos por frisos cromados; acima vinha um bagageiro também cromado.

O painel era composto por velocímetro e conta-giros (até 6.000 rpm e com faixa amarela já a 4.500, bastante baixa para uma moto) emprestados do esportivo Puma, além de luzes-piloto. Uma luz vermelha indicava o uso da marcha à ré, com engate pela alavanca à direita. A exemplo da Motovolks, a Amazonas utilizava peças de diversos carros, como Fusca e Corcel, e até de caminhões, como Ford e o Mercedes 608 D — caso do farol retangular.

A Amazonas baseava-se em um quadro tubular de berço duplo, que recebia o motor de 1.584 cm3 e potência de 56 cv do Brasília, embora houvesse opção pelo de 1.285 cm3. Foi por muito tempo a moto de série de maior cilindrada do planeta, até que surgissem modelos de 1.700 a 1.800 cm3, como a atual Honda Gold Wing. Se a potência não impressiona diante das motos atuais, que atingem esse patamar com um cilindro e 600 cm3, o torque máximo de 10,8 m.kgf a apenas 3.000 rpm é ainda hoje surpreendente.

O câmbio, inicialmente de Brasília, seria mais tarde trocado pelo do Gol, com relações de marcha mais adequadas. Mas a embreagem era própria, monodisco e comandada a cabo, assim como o trambulador, desenvolvido para uso no lado esquerdo da moto. O par final do câmbio era o do esportivo SP2, de relação 3,875:1 (31 x 8 dentes), mais longa que a dos outros VW. A transmissão final utilizava corrente, mais simples de fabricar que um cardã, empregado pela maioria das motos estradeiras acima de 1.000 cm3.

Números generosos
Os números da Amazonas sempre foram impressionantes. Seu comprimento chegava a 2,55 metros, a largura a 1,12 metro e o peso ficava entre 370 e 512 kg, de acordo com a versão e o ano-modelo. Em testes da imprensa o “dinossauro de duas rodas” obteve velocidade máxima entre 133 e 144 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em 8,7 a 10,3 segundos, conforme o ano do teste. O consumo em cidade era de 11 km/l, e em estrada, de até 16 km/l.
Para dar conta de tanta sede, o tanque podia ter de 30 a 40 litros de capacidade. Boa para os donos do petróleo, como o presidente da companhia petrolífera oficial do Kuwait, Husain Asad, que no início da década de 80 adquiriu uma Amazonas para uso pessoal. Outras unidades foram exportadas para o Japão (onde chegou a ser capa de revista, uma comprovação de seu interesse mundial), Estados Unidos, França, Alemanha e Suíça.
amazonas policia - amazonas policia
Polícias e escoltas foram um mercado expressivo, absorvendo cerca de um quarto das unidades produzidas
A moto recebeu aprimoramentos durante sua vida, mas em geral discretos. No início da década era oferecido o motor a álcool, que possuía carenagem mais ampla para ajudar a manter o motor em maior temperatura. Em 1982 ganhava uma renovação de estilo, com dois faróis retangulares menores, abaixo do principal, e encosto para o passageiro. Uma opção de pintura então adotada, com faixas em azul-claro e vermelho sobre fundo branco, era um tanto chamativa e acentuava suas dimensões.
Leia mais sobre a historia da Amazonas e outras nacionais

Ficha técnica
Amazonas 1600 Turismo (1983)
MOTOR - 4 cilindros horizontais opostos, 4 tempos, refrigerado a ar; comando no bloco, 2 válvulas por cilindro. Diâmetro e curso: 85,5 x 69 mm. Cilindrada: 1.584 cm³. Taxa de compressão: 7,2:1. Potência máxima: 56 cv a 4.200 rpm. Torque máximo: 10,8 m.kgf a 3.000 rpm. Dois carburadores. Partida elétrica.
CÂMBIO - 4 marchas mais ré; transmissão por corrente.
FREIOS - dianteiro, duplo disco; traseiro, um disco (Ø ND).
QUADRO - berço duplo em aço.
SUSPENSÃO - dianteira, telescópica; traseira, duas molas.
PNEUS - dianteiro e traseiro, 5,00-16.
DIMENSÕES - comprimento, 2,24 m; largura, 1,05 m; entreeixos, 1,69 m; capacidade do tanque, 30 l; peso líquido, 384 kg.
DESEMPENHO - velocidade máxima, cerca de 140 km/h; aceleração de 0 a 100 km/h, cerca de 10 s.

Aproveite o saldão de equipamentos da TRIBOS E TRILHAS .COM

Botas a partir de R$ 299,00
Conjunto IMS por R$ 115,00

Clique aqui e veja todos os kits promocionais. ULTIMAS PEÇAS APROVEITE!